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Sejam bem vindos a mais um post do XBLOGS! Aqui você tem as melhores reviews sobre o mundo dos videogames. O jogo da vez é o JOGO DO DEUS DA GUERRA, God of War: Ragnarok !

Introdução

God of War Ragnarök é um jogo de ação-aventura com forte componente hack-and-slash, desenvolvido pela Santa Monica Studio e publicado pela Sony Interactive Entertainment. Lançado mundialmente em 9 de novembro de 2022 para PlayStation 4 e PlayStation 5 e é a sequência direta de God of War (2018).

Ambientado em uma interpretação épica da mitologia nórdica, o jogo acompanha Kratos e seu filho adolescente, Atreus, em uma jornada pelos nove reinos para tentar impedir o iminente Ragnarök. O jogo conclui a “era nórdica” da saga.

Pontos positivos

1. Jogabilidade

A jogabilidade do game é muito boa. Você sente que ta batendo nos inimigos. E aqui tem uma atenção aos detalhes muito boa, o barulho que faz quando se bate com o Leviatã, as blades ou a Draupnir se diferem uma da outra.

A lança draupnir também é super legal de jogar e todos os combos são fodas. Irado.

2. Expressão da Cultura Nórdica

APRENDI MUITO no jogo sobre cultura nórdica. Eu particurlamente sou um grande entusiasta da cultura nórdica desde que vi a série Vikings, mas eu nunca aprendi TANTO com um jogo quanto eu aprendi nesse God of War Ragnarok.

O Mimir principalmente tem um papel importantíssimo nisso com suas histórias no meio da jornada. Além de que as cutscenes, missões secundárias, artefatos, Freya, tudo isso te ENSINA MUITO sobre a mitologia e isso é o ápice de um jogo pra mim. Faz com que God of War: Ragnarok seja mais que só entretenimento.

3. Ambientação e “partículas”

Cada reino tem sua própria ambientação que o torna único, acho que o mais bonito pra mim por conta da natureza tamanho do mapa, SKOLL E HATI (inclusive que animação absurda deles caçando a lua) foi Vanaheim. Acho que assim como Midgard foi o principal reino no primeiro jogo, Vanaheim tomou conta nesse.

Outro ponto aqui são as partículas de fogo LINDAS presentes muito nos Draugr, nas blades e em Muspelheim. Elas também complementam muito o cenário de Jotulheim, muito foda.

4. Cutscenes e gráficos

Aqui a gente consegue notar um salto de qualidade pro primeiro jogo no PS4, vale mencionar que joguei no PS5. Os gráficos são absurdos, principalmente nas cutscenes.

5. Aprofundamento de personagem secundário

Todo mundo é muito aprofundado, isso é muito bom. Atreus nem se fala, a gente joga muito com ele e isso pra mim é um dos acertos do game. Odin e sua relação complicada com Thor muito bem construída. Relação do Thor com sua filha e esposa. Freya e Freyr. Vanir e Aesir. Mimir e a baleia presa de Svarftalheim. Tyr e sua política anti guerras. Todas essas relação ALTAMENTE bem construídas, como poucas vezes vi.

Ah e não dá pra esquecer de Sindri e Brok né?

6. Relação pai e filho do Kratos e Atreus

Bem, nesse jogo Atreus virou adolescente e ficou rebelde com razão. Ninguém merece conviver com o resmungão do Kratos. Brincadeiras a parte, a relação deles é o ponto principal do game, achei muito bem construída e muito bonita no fim pra ser sincero.

Atreus ficou tão independente que dá pra fazer um stand alone só dele agora caçando os outros gigantes.

Pontos medianos

1. História

A história em termos de narrativa, questões técnicas é IMPECÁVEL. Muito imersiva. O plot twist do TYR é FODA. Assim como as histórias de Svarftalheim e Vanaheim são muito enriquecedoras pro mundo. Amei como carcaterizaram o Odin e Thor, baita acerto. O que eu não gostei foi justamente os momentos inúteis que ela traz em que dissertarei mais abaixo. Não gostei da falta de sangue no olho do Kratos e como isso impacta o desenrolar da história. Me incomodou que não muda absolutamente o plot do Atreus ser o LOKI no primeiro jogo, nesse ele consegue virar um Lobo e é isso. Não gostei do Ragnarok.

Pontos negativos

1. Momentos inúteis da história

Isso aqui é o clássico encher linguiça. Momentos que me vem a mente agora: Bosque de Ferro com Angrboda, Midgard pós morte do BROK, caça a máscara do ODIN.

Todos esses têm sua importância em certo sentido. Amei o Bosque porque ele me mostra mais de Jotunheim e me ensina sobre a historia dos gigantes, o que eu não gostei aqui foi o principal: A Angrboda dá esferas contendo almas de gigantes pro Atreus pra ele colocar as almas em algum criatura depois, O CARA NUNCA MAIS CITA AS ESFERAS AO LONGO DA HISTORIA PO. O que eu fui fazer lá de relevante pra história então? NADA.

Eu tava crente que assim que chegasse em casa, o Atreus falaria pro pai dele e isso ajudaria eles no Ragnarok, mas não, isso nem é mencionado. Além do que, ainda no Bosque de Ferro, ele coloca a alma de um dos gigantes em uma serpente que SOME depois KKKKKKKKK.

2. Ragnarok

Isso aqui é foda. O evento é mais aguardado dessa mitologia e simplesmente não tem gente po. A gente enfrenta uns 20 inimigo até entrar em Asgard e depois luta contra o Thor e Odin. CADE A PORR* DA GUERRA CARA. Sem sacanagem, no jogo das Crônicas de Nárnia de PS2 eu tinha MUITO mais sensação de que eu estava numa guerra.

Hate a parte, gostei do espírito que o SURTR vira, encarnando o próprio Ragnarok, fica bem maneiro graficamente. E a parte como retrataram os 8 reinos entrando em Asgard foi bem maneiro também. O foda mesmo foi a reunião do Kratos pré guerra tendo meia dúzia de gato pingado.

3. Kratos e sua busca por paz

PQP, isso aqui é chato em. O MALUCO É O DEUS DA GUERRA DE UMA DAS CULTURAS MAIS VIOLENTAS DE TODAS, A GREGA. Ai chega nesse jogo ele não quer matar NINGUÉM, nem o HEIMDALL que diz EXPLICITAMENTE que quer matar o FILHO dele.

O motivo por trás disso segundo o jogo é que o Kratos e o Atreus querem mudar o destino profético de que o Kratos morre no Ragnarok, além de que Kratos prega independente disso, menos caça aos deuses nesse jogo, castraram o mano Kratos…

Não me levem a mal, é bonita a busca por paz, MAS EU QUERO VER LUTA ENTRE DEUSES E O PAU QUEBRANDO, não o broxa que foi esse Ragnarok.

4. CADE A POPULAÇÃO DESSE MUNDO??

Mano isso aqui é bizarro. TEM 9 REINOS NA PORR* DO MUNDO, E SE JUNTAR TODOS, NÃO APARECEU 50 CABEÇAS durante o jogo. QUAL É O SENTIDO DISSO? A única explicação que me vem a mente é que o playstation não aguentaria, mas eu já vi aguentar com Days Gone e World War Z, então é só preguiça mesmo.

Isso me incomodou bastante, a sensação de viver em um mundo vazio. Em alguns reinos faz sentido haver menos gente, como em Jotulheim onde Odin dizimou os gigantes, inclusive eu não sei se a cultura nórdica diz que Odin fez isso ou se foi uma liberdade criativa do jogo, se for o segundo caso, mais uma vez QUE PREGUIÇA DA SONY. Po, os gigantes tem mo potencial nessa cultura e eles mal aparecem. As vezes em que apareceram foram fodas, como a avó da Angrboda.

Conclusão

Melhor que o primeiro?

SIM. Porém eu confesso que tenho a sensação que me diverti MAIS jogando o primeiro e tenho uma lembrança muito boa do primeiro e refletindo sobre isso eu cheguei a essas conclusões: Apesar de God of War: Ragnarok ser melhor em gráfico, mostrar os tão aguardados deuses Aesir Odin, Thor e Heimdall e ter uma jogabilidade realmente GOSTOSA, ele não tem duas coisas, o fator NOVIDADE e o fator EXPECTATIVA.

O fator novidade refere-se que no primeiro jogo, era TUDO novo, a gente saía daquela visão mais do alto do Kratos presente na trilogia grega e vai pra um terceira pessoa horizontal, vendo muito mais o cenário, inimigos e o próprio Kratos de forma mais detalhada. Além disso, era um MUNDO novo, deuses novos, criaturas novas, reinos novos e em um momento onde a cultura nórdica como um todo estava em alta com a série Vikings, por exemplo.

E é ai que entra o segundo fator, a EXPECTATIVA de um cultura nova. Gente, simplesmente a todo momento no God of War(2018) eu ficava ansioso e animado só por estar no mesmo universo que Thor e Odin, de ver os personagens falando sobre eles, enfrentar os filhos de Thor dando um gostinho do que seria enfrentá-lo. Quando eu descobri que a bruxa da floresta era a FREYA que o pessoal da série Vikings da tanto adorava. A expectativa que eu tinha quando entrava no templo de TYR de viajar entre reinos e via ASGARD lá bloqueada imaginando como seria esse reino tão presente nos filmes da Marvel por exemplo.

Então, TUDO ISSO, me empolgava mais no primeiro apesar da história e questões técnicas serem melhor no Ragnarok.

Nota: 9

Obs: Não esqueça de conferir a aba “Ranking All-Time“! Lá eu rankeio todos os jogos que eu faço review, ótima forma de conhecer novos games!

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