
Introdução…
Bem vindos à primeira review do site! O jogo da vez é o EVIL WEST, jogo da Focus Entertainment lançado em novembro de 2022. Evil West está disponivel no serviço de streaming Game Pass, Microsoft, e também no serviço da Sony, PS Plus. Então dá pra GERAL JOGAR! Isso se você está disposto a pagar uma fortuna para ter acesso aos serviços… mas isso é papo pra outro dia. O assunto de hoje é VAMPIROS!
Cara o que dizer desse jogo? Um belo dia (sexta passada) eu tava dando uma olhada no catálogo do Game Pass e fiquei meio que maravilhado com os gráficos do jogo pelos trailers e pelo estilo faroeste misturado com vampiros, então decidi baixar. O jogo é dividido em 16 fases, cada uma com um cenário bem diferente e com pelo menos um tipo de inimigo diferente. Você vai perceber que é normal você enfrentar mais de um chefão por fase o que deixa o jogo com batalhas bem interessantes e zero repetitivas, pelo menos por parte dos chefes…
Bem e já que começamos falando sobre o gráfico, vamos começar a review pelos pontos positivos do game!
1. Gráfico

Definitivamente, os gráficos são o ponto forte do game. Assim que você começa a história você é colocado em cenários em que eu garanto que a geração de consoles passada não aguentaria! No quesito do gráfico o jogo realmente é bem polido. Há particularmente uma fase em que um ZEPPELIN cai e destrói tudo, a fase fica totalmente em chamas e parece que você ta no próprio inferno. Foi o melhor fogo de videogames que eu vi até agora nessa geração.
O level design desse jogo é realmente IMPLACÁVEL.
2. Gameplay e Jogabilidade

Acho que todo mundo aqui concorda que se um jogo não tiver uma jogabilidade que PRENDE você vai parar de jogar ele nas primeiras 5 horas, momento em que perceberá que a jogabilidade não evoluirá. De fato, isso não é um ponto em que Evil West peca, pelo contrário, ele SE BASEIA na diversão que sua jogabiilidade proporciona a quem assume a pele de Jesse Rentier, o caçador de vampiros do velho oeste americano. Parece que os desenvolvedores da Focus entenderam o peso de entregar uma gameplay interessante que faz com que o jogador se sinta poderoso e capaz de enfrentar os inimigos.

Imagina o Thor com o Mjolnir catalizando seu poder. Jesse Rentier é bem parecido. Seu principal instrumento de combate e de todos os agentes do Instituto Rentier para combater as “criaturas do mal” é uma manopla com poderes elétricos desenvolvida por seu pai, William Rentier. O jogo conta com um arsenal de opções pra você dar porrada em vampiro, seja na marra com os socos e combos ou com armas.
Só dando um gostinho: Jesse começa com um mísero revólver e conforme a história evolui, mais armas vão sendo desbloqueadas. E o melhor, TODAS elas podem ser evoluídas para ARMAS ELÉTRICAS se você acha os “esquemas” das armas durante a exploração das fases.
3. Ambientação

A ambientação desse jogo é ANIMAL, e acho que esse quesito anda de mãos dadas com o gráfico, esses dois juntos são essenciais para uma experiência imersiva.
Não preciso falar que os morcegos aparecem com frequência no jogo né? Apesar de não exercerem nenhum papel importante no meio da jogabilidade, eles são importantes para você se sentir em um ambiente vampírico, e nesse jogo em qualquer lugar que você aponta a câmera(desde que seja no céu) há morcegos muito bem feitos pairando.
Além dos morcegos a estética inteira do game é fiel ao que se propõe com o tema de faroeste americano e um ponto bem importante pra isso é que o desenvolvedores conseguem transpor pro game um clima seco e sombrio, com uma paleta de cores incrível em todas as fases, dando o tom de como a fase será. Espetacular.
Pontos negativos
1. História

O ponto negativo principal na minha opinião é a história do game. Infelizmente ela não uma daquelas histórias que prende o jogador. Seria muito mais interessante, por exemplo, se eles explorassem mais o lado dos vilões nesse jogo com o que parecia ser um conselho vampírico que nos é apresentado no início do game. Dando assim mais profundidade pros vilões vampiros que são extremamente rasos durante a campanha. Você vai percebendo que o game é só uma história de vingança da Felicity e você tem que impedí-la de destruir o país(você só descobre o plano dela no fim do jogo). Poderia ter um lado da história mais sombrio que desse mais seriedade pro game.
O jogo poderia também explicar melhor o contexto da coisa toda. Ao longo do game você vai descobrindo mais por meio da exploração das fases a história do Instituto Rentier, mas é muito pouco, fora que você só descobre se tiver saco de ficar lendo os arquivos que encontra. Pelo que deu pra entender, há uma certa relação entre o Instituto e o governo americano que, por sua vez, dá quase uma carta branca aos caçadores de vampiros para protegerem o país, mas não dá pra entender direito essa relação e até que ponto ela vai.
Profundidade…
Além disso, o pouco que descobrimos sobre o pai de Jesse, William, mostram que ele seria um personagem bem interessante se melhor aproveitado. Talvez melhor até que o próprio Jesse que, aliás, tem ZERO profundidade. Sobre William sabemos somente que ele já foi um agente de campo que no meio de uma guerra sofreu um acidente e teve que parar de enfrentar os vampiros (a história por trás desse acidente é bem legal pra quem teve saco de ler). Essa relação pai e filho foi um pouco mais aprofundada que as demais do game, mas era pra ter sido bem mais. A sensação é que o game corre um pouco nas cutscenes pra ir logo pras missões, abdicando de profundidade pra dar ao jogador uma experiência mais fluida com o que realmente é o ponto forte do game, a gameplay.
2. Missões e Linearidade

Bem, as missões do game no geral são divertidas devido a ótima gameplay que Evil West entrega. Porém, esse tópico é para falar mais do sentido das missões, ou melhor, do não sentido. A história como eu falei anteriormente não é nada demais e é só uma caçada aos vampiros infinita, não passa disso, e as missões sofrem por essa escolha de roteiro. Algumas missões eu nem sabia qual era o objetivo, só andava em linha reta porque era o único caminho não bloqueado pelas famigeradas paredes invisíveis…
Nas poucas vezes que as missões tinham sentido, ainda tinha o problema da linearidade EXCESSIVA desse jogo. Eu, particularmente, sou um fã de RPG e mundo aberto, então esse jogo me incomodou bastante nesse aspecto. A todo momento parecia que eu estava em um aquário, CHEIO de pares invisíveis. O game tem um mínimo de exploração que se limita a no máximo dois caminhos a seguir, o principal e um outro qualquer em que se você o fizer, ganha uma quantidade de ouro ou uma habilidade após enfrentar um chefão.
3. Expressões faciais

As expressões faciais do game não condizem com a geração atual. Nas cutscenes isso até passa batido, mas quando estamos de fato jogando, é ZERO o polimento nesse sentido. Foi DIFICIL achar um personagem que não falasse de boca fechada e “poker face”. Senti falta de um polimento maior, é bem verdade que até jogos AAA como Starfiled tem dificuldade neste quesito, mas não é porque seu amiguinho faz errado que você pode fazer também!
Conclusão e minha nota pro game
Como eu falei inicialmente, Evil West é EXTREMAMENTE divertido. É você dar porrada em vampiro com arma FODA e gráfico FODA, o que para muitos, é mais que suficiente. O game peca na história que é média pra ruim e na linearidade que PARTICULARMENTE me incomoda.
Eu RECOMENDO MUITO o game, principalmente se você já tiver acesso a ele por algum serviço de streaming. Você deve demorar umas 6-8 horas pra zerar Evil West. O game conta com New game + e já na dificuldade “Normal” consegue ser bem difícil, e não só nas lutas contra chefões, durante a fase você enfrenta pequenas hordas de inimigos bem apelões.
Então, ESTEJA PREPARADO PRA DAR PORRADA EM VAMPIRO!